Escrevo para não me afogar.
Não no sentido dramático — mas no sentido literal de quem sabe que, sem dar forma ao que pensa, se perde. No meio do que é, no meio do caos, no meio de tudo que não tem nome ainda.
Este é o Do Meio do Caminho. Não o ponto de chegada. Não a versão resolvida de ninguém.
Aqui tem crônica, tem fragmento de livro, tem rascunho assumido como rascunho. Tem o que ficou e o que ainda está sendo atravessado.
Se você também vive no meio — se também procura os seus parecidos, se também recusa passar em branco — então você está no lugar certo.
Meu nome é Joaquim Travessia.
Ainda estou no caminho.